domingo, 17 de maio de 2009

O Desenho


Desde o advento da Pop Art que o emprego de materiais alternativos tomou espaço no mundo das artes. Hoje é notório o retorno do desenho nas revistas e publicações de moda e o experimentalismo ganha força nas formas expressivas de representação. O Pop em seu sentido amplo é parte da natureza do homem contemporâneo.
Marta Konarzewska
Jansson Stegner
Czadu
Geraldine Georges

Moda em Notícias.


A Erika Palomino está um show em notícas de moda. A Lilian Pacce publicou uma entrevista muito legal com AH.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

linhas e mais linhas


Das linhas lindas para se ver: Patrícia Caetano &
Jana Magalhães

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Links para traços mil


Sítios legais para uma visita de inspiração.
Antoinette Fleur
Kathy Wyatt"
SandraSuy

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Alfabeto GHI


Hubert de Givenchy, famoso por vestir Audrey Hepburn; Hussein Chalayan e Issey Miyake.

domingo, 10 de maio de 2009

Anos 80 II


Como tendências são várias, percebemos também o retorno dos movimentos de contracultura dos 80, que coroariam alguns aspectos dos anos seguintes em moda: o movimento punk, new góticos, street style e toda a onda que seguiria depois,como o fenômeno da costumização e das redes fast fashion; essas que se adaptaram pela democratização dos valores e dos costumes. Passado e presente se comunicam. Outra fonte pesquisada, é a linha près-du-corps, com o retorno de Hervé Leger e uma possibilidade de leituras fetichistas que vieram de Mugler, Montana, Alaia e Moschino. Falei a respeito aqui. Parece que a vez do fetiche fica pra depois...a pegada mais forte são as matérias da contra cultura e sua estranheza chic e o bon ton das pin-ups, Gildas e o new-new-look.

Anos 80


Os anos 80 estão como um foco de tendência em moda. Neste caso em muitas vertentes (música, arte, decoração, design). Em moda do vestuário vejo dois segmentos distintos. Um é que; sendo os anos 80 inspirados pelos anos 40, e do ponto de vista da estética do produto atual (modelagem e reprodução), esta mesma década de 40 é mais visível. Como é pouco usual fazer se análises comparativas entre as imagens produzidas no campo da moda, essa percepção passa despercebida. Menos comum também é fazer análises críticas tendo como base o ponto de vista histórico. Talvez, por que os anos 80 estão mais próximos e vividos inclusive por muitos que atuam hoje em moda, a abordagem mais fácil seria essa comparação com a estética de 30 anos atrás. Particularmente vejo um comportamento visual, de uma mulher mais chique, mais enriquecida de detalhes pontuais como mangas, ombros, cabeça e cintura. Não são as ombreiras agigantadas e literais o ponto do produto, apesar de ter sido reavivado por muitos designers, mas a colocação deste ombro que são ampliados pelo trato na “cabeça das mangas”. Do mesmo modo vemos repetida a mistura de algumas estampas (composê de estampas de bicho e formas gráficas), os sapatos plataformas, tecidos com toques acetinados e drapeados, além de algum acessório como turbantes e laços maiores que arrematam o figurino. Vejo essa descrição em propostas já filtradas nos editoriais das revistas. Por outro lado, o emprego da matéria têxtil é a mesma que se usavam nos 80, como o moletom e o jeans, transformados em produtos mais elaborados em certas coleções.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Desenho sem parar


Mais alguns links sobre desenho e ilustração de moda.
June Leeloo
Petra Dufkova
Naja Conrad Hansen
Jason Thielke

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Alfabeto DEF


Agora; para ler Christian Dior, Emílio Pucci e Fendi.

Grupo Linha


O Grupo Linha - grupo de pesquisa da imagem e palavra da UFMG, expõe neste mês de maio em Milão. O evento acontece pela Istituto Brasile Italia - IBRIT. A curadoria é de Maria do Céu Diel e de Sebastião Miguel.

sábado, 2 de maio de 2009

Tricô na parede



Peças de tricô que são trabalhadas na pesquisa de uma coleção foram colocadas em molduras, de modo que podemos visualizar e observar todo o processo. A escolha das texturas, dos jacquards e das cores. Juntei os pedaços e orientando alguns estudantes o trabalho saiu. Agradeço ao Arízio Melo, a Susana Bastos e a Liliane Queiróz pelo material.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Arte em Tricô


Aproveitando os resíduos dos estudos de tricôs, montei esta peça que foi sendo construída por um processo similar ao da moulage. Uma estética rococó. Os testes vieram da Coven e a peça pode ser vista na exposição Arte Têxtil.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Arte Têxtil II


Estudantes secundaristas visitam em massa a exposição "Arte Têxtil" na Galeria das Escola de Belas Artes da UFMG. Nas fotos (EBA/comunica) flagrantes da interação. Cultura disseminada para a formação do opinião pública jovem. A exposição conta com os monitores (de verde) do curso Design de Moda da UFMG.

domingo, 26 de abril de 2009

Arte Têxtil


Um olhar sobre o processo e produto em arte têxtil. Esta é a proposta da exposição que a Galeria da Escola de Belas Artes da UFMG apresenta neste fim de abril e começo de maio.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Alfabeto


Para uma alfabetização em moda, três grandes designers: Alexander McQueen, Cristóbal Balenciaga e Coco Chanel. To be continued...

quarta-feira, 22 de abril de 2009

MinasTrend Preview


Mais uma edição (quarta) do Minas Trend Preview, um jeito mineiro de fazer negócios em moda.

terça-feira, 21 de abril de 2009

Apartamento 03


Para o Apartamento 03, manchas em dois tons - violeta e preto- em duas modelagens inovadoras. Misturam se as formas arrendondadas para o shape, as listas em composição e as manchas.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Trabalho & Desigualdade


A editora Argvmentvm está lançando a coleção Trabalho e Desigualdade. Fiz a concepção gráfica e a inspiração veio do pixel e das cores quentes do Pop. Aqui o primeiro da série lançada. A logo e o projeto são de Milton Fernandes.

O Cara Col de cachecol


Uma ilustração infantil que adorei fazer. A história ainda está em fase de acabamento, mas é divertida! Tem cachecol para um monte de bichos...

domingo, 12 de abril de 2009

O preto


Para quem deseja tingir peças em preto, preparei umas dicas que estão aqui. São dois posts com variações de técnicas. Tudo se transforma e o novo preto é múltiplo.

quarta-feira, 25 de março de 2009

Objeto Vestível


Uma exposição, uma construção e um pensamento. Objetos vestíveis em exposição. Fiz o texto de apresentação deste trabalho realizado pela Lúcia Santiago, Pollyana Pereira e Raphael Ribeiro. Detalhes aqui.

sábado, 21 de março de 2009

Elka Amorim


Elka Amorim é artista plástica e agora tem seu blog. O trabalho dela é forte, cheio de significações e tecnicamente bem feito. Já Júnia Melillo além das artes plásticas, dedica se ao teatro de bonecos, e o material que ela constroi é admirável. Nesta foto estamos os tres: Elka, eu e Júnia Melillo, cujo site pode ser também visto por aqui.

Ilustração Infantil


Esta ilustração infantil fiz para o texto de Cyntia Silveira, "Guarda Chuva Porta Luvas". A técnica é aquarela sobre papel canson.

domingo, 15 de março de 2009

SplitGlittering


O começo de um novo projeto em animação...

domingo, 8 de março de 2009

Estamparia - faça você mesmo

 

Começa agora em março mais um curso de Estamparia artesanal textil na EBA. Quem tiver interesse pode ter maiores informações aqui. No curso aprende se receitas das tintas, aplicações em diferentes substratos têxteis (naturais, sintétios, artificiais), criatividade, cor, tendências. Para atuação em moda e decoração.
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domingo, 1 de março de 2009

Guerreiro Ramos

 

Uma tese sobre o sociólogo Guerreiro Ramos acabou de ser publicada como livro. O objeto de estudo é um dos nomes mais importantes do pensamento social brasleiro e o autor é o professor Márcio F. de Souza. Tive o privilégio de fazer a capa. A editora responsável é a Argvmentvm.
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domingo, 15 de fevereiro de 2009

Polanco

 

O artista Emmanuel Polanco tem um belo trabalho de ilustração - mistura técnicas com colagens e atende a um número de revistas francesas - ele resolve bem as formas e os espaços no domínio da composição - também foi citado aqui.
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sábado, 14 de fevereiro de 2009

Richard Haines - Designerman

 
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Richard Haines é um desenhista proprietário do blog - Designerman : what I saw today - onde elabora sketches - instântaneos de modelos vivos, dedicados à moda masculina. Além de ter um traço maravilhoso e pleno no vigor, capta a atmosfera, a roupa e o movimento terminando num desenho muito bom. Uma das características do artista é utilizar suportes comuns e até mesmo frágeis como papeis de embrulho e folhas de caderno. Ou seja, é um observador perspicaz, subserviso da academia e perceptivo na sua genialidade. Está linkado ao lado e vale uma visita para ver hoje o que ele viu hoje também.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Ilustração de Moda + links

 

Desenho sobre papel cartão texturado e lápis mercur technik 6B. Gostei do lápis, tanto no que se refere ao grafite, quanto ao seu formato ergonômico. E mais alguns links de ilustradores...
Doily Bliss
Ono Motonari
Stina Persson
Lauren Bishop
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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Moda para Todos - Concurso

 

Um concurso de criação em moda muito especial foi lançado. O tema de moda inclusiva é mesmo para participar. Maiores detalhes, regulamento e ficha de inscrição aqui.
** O Concurso é restrito ao estado de São Paulo.
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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

A Moda em Sistema

 

Em se tratando de um sistema que passa por mudanças relacionadas ao comportamento e relacionando se ao produto, a moda que há algum tempo era o discurso de um criador (estilista/designer)e onde sua criação movia se e disseminava se com uma aceitação bastante eloquente, percebemos que essa figura hoje praticamente desapareceu. Digo que desapareceu em força, porque por outro lado ele/criador se mutiplicou em quantidade. A qualidade certamente é questionável, uma vez que há mais reproduções que originalidades. Nesse novo ambiente a que se estreitou a moda, pertecente a grupos de administratores no topo da hierarquia capitalista e incluindo suas investidas no mercado de ações, a democratização do sistema alastrada como tal é, mina o produto artesanal. Poucos fazem e muitos vendem. O sistema impera numa política organizada e optimizada que inclui uma rede mundial e daí encontramos os mesmos produtos - das lojas de departamento do mundo aos camelôs. Neste novo mercado há uma super valorização a ações do marketing como as da rede de lojas H&M, American Apparel entre outras que, se por um lado deixa os produtos sem valor material suficiente, aplica os conceitualmente de valores inclusivos, principalmente o de estar na moda (a um preço muito barato). Creio que um certo desapontamento virá a envolver nos em novo critério: A figura ou os criadores que fazem e operam de fato suas criações terão valores de procura e o mercado da quantidade fácil pulverizada e parecidas não arcará com seus investimentos. Ou melhor seria se uma equananimidade entre os dois lados se apresentasse. Há mais vendedores de produtos do que fabricantes de produtos e nesse sistema a alta costura viu se oca. Uma nova relação entre espécie e produto e valores de vida pode ser o ponto da retomada da antiga e eficiente forma da moda.
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terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Sistema da Moda

 
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Entre os poucos ciclos de mudanças que a moda provoca de fato, podem eles ser pontuados na longa linha de sua existência. Talvez de década em década. Ao contrário do frenético meio da troca de estação e lançamentos e do corre corre, substancialmente as coisas giram em torno dos mesmos itens e necessidades. Para que houvesse uma quebra de paradigma mais assertivo, teríamos que mudar culturalmente muita coisa e isso é um processo lento em sua evolução. O irônico é que todo mundo espera uma novidade e desta expectativa gera se um conflito. Como muitos não se atém aos processos de modelagem, a riqueza de um substrato têxtil, a elaboração da superfície em estampas e bordados, fica a frustração de não verem um "achado" que seja dígno de alcance do imaginário estético. Até a pouco tempo, grande parte da mídia descrevia de forma cruel alguns desfiles, tratavam no como se fosse o nada apresentado, justamente por desconhecimento de forma mais integral do produto e do sistema. Esta desinformação certamente não é levada em conta por quem escreve e poucos se dígnam a entender isso. Alguns se propõe a pesquisar e entender de forma mais global as propostas dos criadores e o tom do respeito começa a ser notado nos textos. Entre as mudanças que começaram há um tempo e que vem tormando sua forma agora, de um jeito mais profissional estão os papéis dos styles. Eles prestam um serviço de composição da imagem, um co-criador tão necessário para viabilizar o circuito compra, produto e imagem pessoal. Acessível a todos e democráticos por condição no quesito style estão os blogs Oficina de Estilo e Hoje Vou Assim, ambos valem uma visita e um cafezinho nos comentários. Outra área interessante do campo da moda são as revistas, que apesar de parecerem iguais nas capas (e são) por dentro há os editoriais e estes editoriais são tratados de forma interessante dentro do conceito proposto. Assim a moda se especializa em fragmentadas áreas que dotam o sistema da moda do que ela tem a oferecer. A fantasia de estar mais belo.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

A cor da resistência

 
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A cor como elemento simbólico veio à tona esta semana na posse do primeiro presidente negro da história americana. Por ocasião do evento, os olhos voltaram se para a primeira dama norte americana Michelle Obama. Dona de uma personalidade marcante, ela é sempre vista vestindo cores saturadas. As mais marcantes foram o preto, o vermelho e o amarelo. (é a meu ver uma mulher de dose estética equilibrada). A cor amarela é a cor do movimento, do ritmo espacial, da riqueza, do otimismo. Embora em arte seja um tom fugidio, fraco ante a luz física (pois desbota com facilidade) o tom impressiona por sua preciosa carga luminosa. É um equilíbrio dos tons mais quentes se consideramos o vermelho e o laranja. Michelle Obama portava um reluzente vestido de renda amarela com um sobretudo que a protegia do frio. A cor caiu lhe bem na pele negra destacando a como primeira dama de uma grande potência econômica. Poderia aqui também relacionar a cor como um símbolo da resistência visto que, a história da luta racial nos EUA tem proporções muito diferentes do nosso país. O traje é clássico, como convém a todas as damas de cargo político ao redor do mundo (sejam primeira-ministra, presidentes, rainhas). Uma coisa que sempre me chamou a atenção é que as mulheres com cargos políticos importantes vestem se de cores sempre muito vivas em diversas ocasiões, basta observar: Já foi visto Lady Diana em vermelho, a Rainha Elizabeth em azul piscina e outros tons fortes, Margareth Thatcher em reluzentes conjuntos, a Rainha Silvia da Suécia em verde água embora o vermelho seja uma constante no guarda roupa de todas. Importante ressaltar a simbologia do vermelho como estável no espaço. Na cultura anglossaxônica o azul (blue), é uma cor da melancolia, vide expressões feeling blue ou o ritmo musical blues que tem narrativa melancólica, o oposto do momento passado na posse do presidente Barack Obama, que é de pura alegria e emoção. Entre o Brasil tropical e a herança Americana dos ingleses e Irlandeses, fica marcada essa disparidade da cor. O amarelo aqui torna se mais intenso por causa da nossa luz e “amarela” mais a miscigenação do brasileiro, embora não seja regra, já o azul traria um tonalidade menos excitante e mais integrada à paisagem. Para os americanos essa nova empreitada histórica representa o ouro.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Moda e Arte: Fronteiras

 

Cerâmica - reproduções de vestidos de alta costura /1999
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Considerando a moda uma categoria de si mesma (dotadas de seus arquétipos, alegorias, símbolos, utilidades e história) há nela também uma variante a ser considerada: A fronteira com a arte. É óbvio que a arte pode ser pode utilizar elementos da moda, mas por uma questão de princípios ela não vira moda. É sempre arte; já a moda quando utiliza as referências artísticas como formas de expressão, respeitando seus valores de forma x função, ela continua sendo moda, neste caso agregada de valores de outro segmento. Um editorial de moda bem feito serve como indicador desta fronteira. A situação proposta, o fotógrafo e seu talento, os valores plásticos empregados, fazem com que se isolarmos o resultado de uma revista ou catálogo, o resultado serve como um objeto de arte digno de museu, galeria ou contemplação de qualquer sorte. Algumas revistas embaçam esta visão, outras mostram claramente e conceitualmente as propostas mais enriquecedoras. Não é necessário citar os exemplos. O olhar sensível de qualquer espectador detecta esta diferença.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Moda e Arte

 

Xilogravura sobre papel/2001
 

Xilogravura sobre tecido/2001

No território das artes, a palavra devir, relata a negação de si na transição da história, nos estilos ou poéticas visuais. Esta expectativa quebra os códigos estéticos e morais. A arte renova-se do passado e pelo passado, nas releituras e pelos conceitos. Suscitando a presença do homem, ela (a arte) o torna mais interessante, mais revolucionário. O corpo arte, o espírito e sua aura feitos pelo homem e para o mundo.
No território da moda, lidamos com as mesmas releituras, contando as leituras da estação, das décadas, passíveis das suas reproduções. A moda não é revolucionária no sentido mais profundo. É apenas, hoje, uma promessa de beleza estética, uma promessa que se esvazia pela superficialidade, mas impregna no homem as ilusões de sedução e beleza. Diferente da arte, do universo macro e perene, a moda tem um valor comercial que faz com que seus valores simbólicos adquiram um nível de esgotamento. A moda é categoria de si mesma, não precisa ser arte. Precisa que seus valores de conteúdo e construção semióticos sejam admirados pelo que eles têm em propostas, sem a culpa inerente ao homem que não se resolve espiritualmente e nem materialmente. E como a roupa serve para vestir este corpo instável, a moda torna-se tão perecível quanto ele. Mas como o corpo, a moda não nega a sua história, suas tradições, segue junto. A sua construção e seu suporte, é a coisa única.


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quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Cor e Cultura II

 

As relações sobre cores e culturas se aprofundam e para falar de duas cores ou sejam o preto e o branco, encontrei em Kandinsky: "falamos de "Branco" e "Preto" tão correntemente como de "dia" e "noite". Todavia, podemos descobrir aqui o parentesco profundo, portanto imediatamente perceptível, das duas cores - as duas significam silêncio, e a diferença profunda entre chineses e europeus revela-se de maneira gritante por esse exemplo. Os cristãos, após séculos de cristianismo, sentem a morte como um silêncio definitivo, que definirei como "um buraco sem fundo", enquanto os chineses, não-cristãos, consideram o silêncio a primeira etapa em direção a uma nova linguagem, que designarei como "nascimento".
(do livro: Ponto e LInha sobre o Plano - p.68)
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