
Entre os poucos ciclos de mudanças que a moda provoca de fato, podem eles ser pontuados na longa linha de sua existência. Talvez de década em década. Ao contrário do frenético meio da troca de estação e lançamentos e do corre corre, substancialmente as coisas giram em torno dos mesmos itens e necessidades. Para que houvesse uma quebra de paradigma mais assertivo, teríamos que mudar culturalmente muita coisa e isso é um processo lento em sua evolução. O irônico é que todo mundo espera uma novidade e desta expectativa gera se um conflito. Como muitos não se atém aos processos de modelagem, a riqueza de um substrato têxtil, a elaboração da superfície em estampas e bordados, fica a frustração de não verem um "achado" que seja dígno de alcance do imaginário estético. Até a pouco tempo, grande parte da mídia descrevia de forma cruel alguns desfiles, tratavam no como se fosse o nada apresentado, justamente por desconhecimento de forma mais integral do produto e do sistema. Esta desinformação certamente não é levada em conta por quem escreve e poucos se dígnam a entender isso. Alguns se propõe a pesquisar e entender de forma mais global as propostas dos criadores e o tom do respeito começa a ser notado nos textos. Entre as mudanças que começaram há um tempo e que vem tormando sua forma agora, de um jeito mais profissional estão os papéis dos
styles. Eles prestam um serviço de composição da imagem, um co-criador tão necessário para viabilizar o circuito compra, produto e imagem pessoal. Acessível a todos e democráticos por condição no quesito
style estão os blogs
Oficina de Estilo e
Hoje Vou Assim, ambos valem uma visita e um cafezinho nos comentários. Outra área interessante do campo da moda são as revistas, que apesar de parecerem iguais nas capas (e são) por dentro há os editoriais e estes editoriais são tratados de forma interessante dentro do conceito proposto. Assim a moda se especializa em fragmentadas áreas que dotam o sistema da moda do que ela tem a oferecer. A fantasia de estar mais belo.