quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Cor e Cultura

 
Posted by Picasa

Entre os muitos hábitos dos nossos costumes a cor faz parte como um sígno da comunicação. Deveria fazer parte das nossas experiências mais profundas como proposto por Hélio Oiticica ou habitar nossa rebeldia inovadora segundo o manifesto futurista de Giácomo Balla. Apesar do automatismo do uso sem questionarmos a respeito e onde apenas incorporamos instintivamente algumas cores, marcamos padrões inclusive de gêneros. Ao homem o azul e a mulher o rosa. Mas quando começou este costume? Segundo onde pesquisei (incluindo as pinturas Vitorianas), muito antes eram inversos estes papéis. O tom rosa era a cor da saúde, do forte e o azul da contemplação mística, ligada à figura da Virgem Maria. Na segunda grande guerra mundial a cor rosa foi adotada para identificar os homossexuais presos nos campos de concentração. Eles usavam um triângulo rosa invertido, uma forma de dominação e coerção, que pode ser visto no filme Bent. Nesta mesma época, as feministas adotaram a tonalidade como emblema de equiparação de direitos, daí os costumes inverteram, chegando a nossa sociedade como cores específicas de gêneros. Há uma lógica nesta explicação, pois é sabido que Oscar Wilde escandalizava a sociedade da época usando terno azul claro. E hoje alguns homens se livram dos preconceitos, de bem consigo mesmo, usando a cor rosa como tom que beneficia a própria imagem.

3 comentários:

paco peralta disse...

ahhh. Paul, vou ficar com o rosa ...... semper

PHCS disse...

"Eu ando pelo mundo prestando atenção em cores...."

Parafraseando Nietzsche: "A vida sem cor seria um erro..."

E viva o verde, viva o rosa - a mangueira - e todo o arco-íris...rs!

Paulandre disse...

Paco e Paulo, então combinado, viva o rosa! =)